Albuquerque afirma que financiamento do hospital está estabelecido
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O presidente do Governo da Madeira (PSD/CDS-PP), Miguel Albuquerque, assegurou hoje que o financiamento do Estado para a terceira fase da construção do novo hospital está "estabelecido" e que a República "cumpriu integralmente" o acordado até agora no projeto.
"Há uma resolução da presidência do Conselho de Ministros onde isso está estabelecido", disse Miguel Albuquerque aos jornalistas à margem da visita a dois investimentos na Central Hidroelétrica dos Socorridos, da Empresa de Eletricidade da Madeira (EEM), que representaram um investimento total superior a 7 milhões de euros (ME).
O chefe do executivo madeirense considerou ser "importante dizer que não há nenhum drama sobre isso porque até agora, a primeira e a segunda fase do hospital, o Governo central cumpriu integralmente aquilo que era a repartição de encargos".
Acrescentou que "agora é normal que haja uma nova deliberação na repartição de encargos em função do preço pelo qual vai ser adjudicada a última parte do hospital".
O governante explicou que foi lançado o concurso internacional, com uma base de 415 ME, complementando que, tendo em vista a atualização do preço, será tomada uma decisão sobre a sua adjudicação.
"E a partir daí está estabelecido um preço para a última fase do hospital. A partir desse preço, o Conselho de Ministros faz a repartição de encargo. Não há nada de novo, não há drama", sustentou.
Miguel Albuquerque reforçou que está garantido o financiamento que tem por base "uma decisão do Governo central, que ultrapassa a própria legislatura" porque "já foi tomada no tempo do primeiro-ministro António Costa (PS)".
"Não vale a pena estar a fazer dramas sobre o hospital", enfatizou, criticando "umas criaturas que criam sarilhos no hospital".
"O pior desgosto que vamos dar é a gente concluir o hospital e ter um hospital de primeira na Madeira. Queriam fazer política à custa de uma obra fundamental para o futuro", adiantou.
O responsável insular destacou que este projeto é "a obra mais escrutinada de Portugal" e que "a atualização de custos em todas as obras do país, é normal".
Em 14 de outubro, o Governo Regional da Madeira, através da Secretaria Regional dos Equipamentos e Infraestruturas, anunciou que o concurso público para a terceira fase da construção do Hospital Central e Universitário da Madeira, no Funchal, recebeu três propostas, tendo um preço base de 415 milhões de euros.
A conclusão da obra do novo hospital está prevista para o final de 2030.
O projeto no novo hospital abrange uma área bruta de construção de 172.100 metros quadrados, tem seis pisos acima da cota de soleira e um piso abaixo, com capacidade para mais de 600 camas. É um investimento estimado em mais de 500 milhões de euros, comparticipados em 50% pela República.
A obra desta nova unidade hospitalar começou em maio de 2021.
Quanto aos investimentos da EEM hoje visitados por Miguel Albuquerque, consistem na construção de uma nova conduta forçada paralela à conduta existente e na modernização tecnológica da Central de Bombagem dos Socorridos.
Segundo o Governo Regional, estes investimentos são "um importante reforço da capacidade operacional, da fiabilidade e da flexibilidade de exploração do Sistema de Fins Múltiplos dos Socorridos" que vão permitir uma "melhorar a gestão dos recursos hídricos e aumentar a disponibilidade das instalações para a produção de energia e a prestação de serviços de sistema".
"Contribuem também para a integração de fontes de energia renovável, a descarbonização do sistema elétrico regional e o cumprimento das metas do Plano de Recuperação e Resiliência", acrescentou.
O executivo indicou ainda que "a separação dos circuitos reforça ainda a segurança e a fiabilidade do abastecimento de água para consumo humano e regadio nos concelhos do Funchal e de Câmara de Lobos, conciliando as necessidades de produção e armazenamento de energia com o abastecimento às populações e à atividade agrícola".
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