Alunos bloqueiam escolas em Lisboa. Acusam Governo de "vender" futuro
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A Escola Artística António Arroio e o Liceu Camões, em Lisboa, foram bloqueados na manhã desta sexta-feira, 23 de outubro, por estudantes em protesto.
Os alunos exigem que o Governo os ouça e pare de cortar não só na educação como na habitação e na transição energética.
Nas redes sociais, o apelo à adesão no protesto era esse mesmo. "Não vamos continuar a consentir que o Governo venda a nossa vida e futuro, lê-se numa das muitas publicações.
As ações foram convocadas pelas plataformas Estudantes pelo Fim ao Fóssil e Chumbado.pt, que surgiu após os problemas com os exames nacionais no final do ano letivo passado e se identifica como um "movimento de alunos cansados do ministro Fernando Alexandre".
Nas contas destes grupos nas redes sociais é possível ler-se que "os governos estão a cortar na educação, na habitação e na transição energética justa capaz de travar a crise climática, para investir no rearmamento e na guerra".
Entretanto, também nas redes sociais, há já imagens das escolas encerradas com correntes e dos alunos a protestar à porta das mesmas.
À CNN Portugal, uma estudante da Faculdade de Letras revelou que deslocou-se à Escola Artística António Arroio para apoiar o protesto porque "o Governo não está a garantir o futuro" da geração.
Já uma aluna da escola pediu ao Executivo que "olhe para os estudantes em luta". "Queremos que o Governo pare de investir na guerra, pare de investir no bolso deles e comece a gastar dinheiro com o que realmente importa: saúde, habitação, educação. Neste momento, isso não está a ser garantido", atirou, revelando que, por exemplo, o estabelecimento de ensino que frenquenta "tem uma quantidade absurda de estudantes para o tamanho da escola, não tem uma cantina funcional, tem falta de material nas oficinas".
"A maioria dos estudantes tem de comprar as suas próprias ferramentas e materiais", fez sobressair.
Sobre o prolongamento dos protestos, a estudante disse que não vão parar de "lutar até o Governo assegurar que têm o futuro garantido". "Precisamos que toda a gente se junte a nós e de criar um movimento para que o Governo realmente faça algo em relação a estes assuntos", concluiu.
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