Brasil já é um dos mercados globais mais importantes para a AliExpress

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                    Brasil já é um dos mercados globais mais importantes para a AliExpress
Brasil já é um dos mercados globais mais importantes para a AliExpress (Foto: Reprodução)

Uma representante da AliExpress indicou hoje à Lusa que o Brasil consolidou-se como um dos mercados mais importantes, graças à combinação de consumidores jovens e uma procura crescente por produtos tecnológicos e marcas chinesas.

 

"Temos um grande escritório em São Paulo e equipas tanto no Brasil como em Hangzhou [leste da China]. O Brasil é um dos maiores mercados da AliExpress em todo o mundo", afirmou à Lusa Astrid Xu, especialista em Branding e Marketing da AliExpress no Brasil, a plataforma global de comércio eletrónico do grupo Alibaba, durante a 31.ª edição da Feira Internacional de Macau.

A especialista explicou que a plataforma tem como missão apoiar a internacionalização das marcas chinesas, fornecendo ferramentas de marketing, logística e promoção para aumentar a sua presença fora da China.

"A AliExpress está dedicado a levar as marcas chinesas para o mundo, especialmente para mercados como Brasil, Estados Unidos e Espanha", disse.

Com mais de 35 milhões de consumidores ativos no país, o destaque do Brasil surge num contexto de rápida expansão do comércio eletrónico na maior economia da América Latina.

A empresa estima que o mercado brasileiro de comércio eletrónico ultrapasse os 150 mil milhões de dólares (128 mil milhões de euros) nos próximos cinco anos, beneficiando de uma população jovem e cada vez mais digital.

Segundo dados da plataforma, as marcas chinesas representavam já mais de 40% das vendas totais da AliExpress no mercado brasileiro.

A plataforma vê ainda potencial de crescimento adicional com alterações regulatórias e investimentos continuados em tráfego, logística e marketing.

"Acessórios para jogos, equipamentos tecnológicos e eletrodomésticos vendem muito bem no Brasil", afirmou Xu. "O segmento tecnológico é extremamente popular entre os consumidores brasileiros", acrescentou

A AliExpress tem investido fortemente em campanhas publicitárias locais.

"Estamos à procura de muitos canais para aumentar a nossa popularidade. Trabalhamos com influenciadores e pessoas conhecidas para promover a plataforma", explicou Xu.

A empresa recorreu aos pugilistas brasileiros Acelino "Popó" Freitas e Wanderlei Silva, que segundo Xu, "semanas antes do evento tinham discutido muito publicamente".

A AliExpress aproveitou a notoriedade da disputa para reunir ambos numa campanha promocional do Duplo 11, a principal campanha anual de vendas do grupo, realizada todos os anos a 11 de novembro.

A empresa afirma trabalhar com mais de 800 influenciadores no Brasil, desde criadores de conteúdos com milhões de seguidores até influenciadores de nicho, para promover produtos e gerar tráfego.

Numa das campanhas, a fabricante chinesa de impressoras 3D Anycubic alcançou cerca de 700 mil dólares (595 mil euros) em vendas através de iniciativas com influenciadores.

A logística tornou-se outro elemento central da estratégia brasileira. O AliExpress tem incentivado os vendedores a manter reservas em armazéns no país, disponibilizando subsídios, apoio promocional e exposição acrescida nos canais da plataforma.

Segundo a empresa, os produtos armazenados localmente beneficiam de subsídios equivalentes aos das principais campanhas promocionais, além de acesso privilegiado a tráfego proveniente da pesquisa interna, recomendações algorítmicas, publicidade paga, programas de afiliados e campanhas com influenciadores.

No segmento dos pagamentos, o AliExpress afirma ter investido um milhão de dólares (850 mil euros) no mercado brasileiro durante o mais recente ano fiscal (abril de 2025 a março de 2026) através de parcerias com operadores de pagamento locais.

Segundo a empresa, a iniciativa gerou mais de 7,7 milhões de dólares (6,5 milhões de euros) em vendas adicionais.

Apesar do aumento dos custos internacionais de transporte nos últimos anos, Xu afirmou que a empresa continua comprometida com uma estratégia de preços competitivos.

"O aumento dos custos logísticos tem impacto, porque as despesas para enviar produtos para o Brasil aumentam", reconheceu a executiva. "Mas o volume que movimentamos e os investimentos da plataforma permitem-nos continuar a oferecer preços baixos aos consumidores", acrescentou.

"Queremos que os utilizadores tenham uma experiência estável e continuem a encontrar produtos de qualidade a preços acessíveis", destacou.

AliExpress vai recorrer da "desproporcionada" multa europeia

A plataforma chinesa de comércio eletrónico AliExpress anunciou hoje que vai recorrer da multa recorde de 550 milhões de euros aplicada pela Comissão Europeia, classificando como "desproporcionada" a sanção por alegado incumprimento no combate à venda de produtos ilegais.

Lusa | 06:11 - 21/07/2026