Cancro da próstata. Descoberta pode prever a doença 10 anos antes
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Um novo estudo da Universidade de Oxford deu importantes passos na investigação do cancro da próstata. Os cientistas descobriram marcadores e proteínas que podem ajudar a prever e a identificar a doença 10 anos antes de se revelarem os primeiros sintomas. Poderá ser uma forma de identificar graus mais fatais da doença e até de começar os tratamentos mais cedo.
Cancro da próstata. Estudo com resultados promissores
A investigação foi publicada na revista European Urology e analisou amostras de sangue de mais de 900 homens e ainda um estudo com mais dados de 1.500 homens. O estudo mostrou que podem existir diferenças biológicas entre homens que desenvolveram cancro da próstata e os que não desenvolveram.
Os cientistas descobriram 12 proteínas associadas ao cancro da próstata. Desta forma, sugerem que o sistema imunitário mantém o cancro controlado durante alguns anos antes de apresentar qualquer tipo de sintomas. Por outro lado, foram identificadas outras sete proteínas no sangue que se associam a um tipo de cancro mais agressivo e fatal. Este tipo de análise pode acabar por vir a apresentar o risco de desenvolver a doença 10, ou mais, anos antes.
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“O cancro da próstata não é uma única doença. Muitos cancros de próstata crescem lentamente e podem nunca causar danos, enquanto outros são agressivos e podem ser fatais”, começou por dizer Zhe Huang, um dos autores do estudo.
Bons resultados, mas são precisos mais estudos
“Ao medirmos milhares de proteínas no sangue recolhidos anos antes do diagnóstico, podemos começar a investigar como os homens que posteriormente desenvolvem cancro de próstata agressivo podem ser diferentes dos homens que não o desenvolvem. Em última análise, esperamos que isso nos ajude a compreender a biologia do cancro da próstata agressivo e a identificar marcadores que possam melhorar a forma como avaliamos o risco no futuro”, continuou o cientista.
O médico Iain Foulkes, que também esteve envolvido no estudo, apontou ainda a importância da investigação no futuro.
“O cancro da próstata é uma das principais causas de morte por cancro entre os homens, mas ainda não entendemos completamente por que alguns tumores crescem lentamente e podem nunca causar danos, enquanto outros se tornam agressivos e representam risco de vida.”
Apesar dos resultados, Iain Foulkes aponta que ainda há muito trabalho que precisa de ser feito. “Compreender o que motiva essas diferenças é crucial para identificarmos os homens com maior risco e, em última análise, salvarmos mais vidas. Este estudo oferece novas pistas importantes. Embora ainda haja muito trabalho a ser feito, descobertas como esta podem abrir caminho para melhores maneiras de identificar homens em risco e, em última análise, prevenir o cancro da próstata agressivo antes que se desenvolva.”