Casas mais caras: Preço mediano disparou 18,4% no segundo trimestre
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No 2.º trimestre de 2026, o preço mediano dos 37 854 alojamentos familiares transacionados em Portugal foi 2 445 €/m2, na sequência de uma taxa de variação de 18,4% em relação ao 2.º trimestre de 2025 (19,8% no trimestre anterior), divulgou o INE, esta sexta-feira.
"No 2.º trimestre de 2026, o preço mediano dos 37 854 alojamentos familiares transacionados em Portugal foi 2 445 €/m2, na sequência de uma taxa de variação de 18,4% em relação ao 2.º trimestre de 2025 (19,8% no trimestre anterior)", pode ler-se no relatório do INE.
É ainda referido que o "número de transações de alojamentos familiares em Portugal diminuiu 9,0% em relação ao mesmo trimestre de 2025".
"O preço mediano da habitação aumentou, em relação ao período homólogo de 2025, nas 26 sub-regiões NUTS III, destacando-se as sub-regiões Médio Tejo (25,4%), Oeste (24,0%), Lezíria do Tejo e Região Autónoma dos Açores (ambas com 23,9%) e Península de Setúbal (22,2%)", pode ler-se.
As cinco sub-regiões com preços medianos da habitação mais elevados – Grande Lisboa, Algarve, Península de Setúbal, Região Autónoma da Madeira e Área Metropolitana do Porto – apresentaram também os valores mais elevados em ambas as categorias de domicílio fiscal do comprador (território nacional e estrangeiro).
Nas sub-regiões Grande Lisboa e Área Metropolitana do Porto, o preço mediano (€/m2) das transações efetuadas por compradores com domicílio fiscal no estrangeiro superou, respetivamente em 47,0% e 37,5%, o preço das transações por compradores com domicílio fiscal em território nacional.
No 2.º trimestre de 2026, os preços da habitação aceleraram (isto é, registaram aumentos nas taxas de variação homóloga) em 10 dos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes (em 11, no 1.º trimestre de 2026), tendo os municípios de Loures (+9,7 pontos percentuais (p.p.)) e de Matosinhos (+9,5 p.p.) apresentado os maiores acréscimos.
O município de Guimarães (-13,4 p.p.) registou a maior diminuição na taxa de variação homóloga. Os municípios de Lisboa e do Porto registaram decréscimos de 8,9 p.p. e 5,4 p.p. nas taxas de variação homólogas do 1.º para o 2.º trimestre de 2026. Os municípios de Lisboa (5 299 €/m2), Cascais (5 200 €/m2) e Oeiras (4 704 €/m2) apresentaram os preços da habitação mais elevados.
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