Certificados de aforro em máximo histórico: Quantos milhões captam?

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                    Certificados de aforro em máximo histórico: Quantos milhões captam?
Certificados de aforro em máximo histórico: Quantos milhões captam? (Foto: Reprodução)

O montante investido em certificados de aforro (CA) voltou a disparar em setembro, pelo 24.º mês consecutivo, acumulando 16,3% em termos homólogos e estabelecendo um novo máximo histórico, segundo dados divulgados pelo Banco de Portugal (BdP), na quinta-feira.

 

Quantos milhões captam? 

No total, havia 45.391 milhões de euros investidos em certificados de aforro no final de setembro, o valor mais alto desde o início da série do BdP, em dezembro de 1998, e representante de uma aceleração face ao crescimento homólogo de 15,7% registado em agosto.

Em termos nominais, havia no final de setembro deste ano mais 6.353 milhões de euros aplicados em CA que no mesmo mês de 2025 e mais 789 milhões de euros que em agosto.

Setembro foi, assim, o 24.º mês consecutivo de subida do valor global em certificados de aforro.

Como funcionam os Certificados de Aforro e quanto rendem? Governo explica

Na prática, são uma forma de as "famílias emprestarem dinheiro ao Estado, por um período que pode chegar aos 15 anos, e em troca receber juros trimestrais que são capitalizados e um prémio de permanência atribuível à Subscrição", explica o Governo. Saiba quanto rende este produto financeiro.

Beatriz Vasconcelos | 07:03 - 14/05/2026

Após uma forte procura, impulsionada com a subida das Euribor, os CA começaram a perder o interesse dos aforradores quando, em junho do ano passado, a série de certificados em comercialização ('série E') foi substituída pela 'série F', com uma taxa de juro mais baixa.

Portugueses continuam a preferir os certificados de aforro

Ainda assim, os investidores voltaram a optar por este instrumento, que mais que compensou o desinvestimento em certificados do tesouro (CT), que recuou no mês em análise para 6.331 milhões de euros, menos 110 milhões de euros que em agosto e uma quebra de 24,3% (-2.030 milhões de euros) em termos homólogos.

O valor investido em CT, agora no valor mais baixo desde janeiro de 2015, tem descido de forma consecutiva desde outubro de 2021, quando atingiu um máximo de 17.865 milhões de euros.

Os certificados do tesouro, por outro lado... 

Segundo os dados estatísticos da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública - IGCP mais recentes, referentes a agosto, as emissões de novos CT foram, nesse mês, de 230 milhões de euros, enquanto as saídas (resgates) totalizaram 321 milhões de euros.

No início de julho, o Governo anunciou os moldes para os Certificados do Tesouro Série 5, que substituíram os atuais Certificados do Tesouro Poupança Valor (CTPV). Desde então, os valores emitidos têm ficado acima do verificado nos meses anteriores, mas o fluxo mensal continua a ser negativo.

A taxa de juro do primeiro ano é de 2,35%, subindo para 2,45% no segundo e terceiro, para 2,65% no quarto e quinto, para 2,75% no sexto e sétimo, para 2,85% no oitavo e novo e, por fim, para 3,35% no décimo e último.

Já o valor mais baixo em CA foi registado em novembro de 2012, quando Portugal estava a cumprir o plano de resgate e a taxa de desemprego disparou, contabilizando-se, então, 9,7 mil milhões de euros em investimento nestes títulos.

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