CNCS adotou medidas para atualizar sites com PHP após alerta de segurança
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O Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) manifestou-se oficialmente sobre as vulnerabilidades encontradas na linguagem de programação PHP e, em declarações enviados ao Notícias ao Minuto, afirmou que “emitiu um alerta público” de forma a alertar para a gravidade da situação.
Diz o CNCS que este alerta foi “difundido junto das comunidades de cibersegurança que dinamiza, da Administração Pública através dos vários Ministérios”. Sublinhou igualmente que o mesmo aviso foi disseminado através das suas redes sociais oficiais, ao qual juntou “medidas recomendadas” para que a atualização lançada para corrigir os problemas encontrados.
“Estas mesmas medidas foram também adotadas pelo CNCS, cujos sites públicos usam PHP, levando a uma indisponibilidade temporária, necessária para realizar esta atualização urgente”, explica o CNCS.
O organismo nota que, apesar de não existirem estimativas públicas sobre o impacto destas vulnerabilidades, acredita que “a ampla utilização do PHP em serviços digitais sugere uma potencial exposição relevante também a nível nacional”.
“Até ao momento não há qualquer notificação de tentativas de exploração das vulnerabilidades críticas em território nacional”, explica o CNCS. “Preventivamente, iniciámos uma procura ativa de sites vulneráveis no ciberespaço nacional, dando prioridade a Gov.pt e sites de entidades essenciais e importantes para um contato mais direto e avaliação da situação nacional”.
O CNCS nota também que “continua a acompanhar” esta situação e a “desencadear todos os esforços de prevenção, monitorização, deteção, reação, análise e correção face a qualquer ameaça ao ciberespaço nacional”.
O que se passou com a linguagem PHP?
Esta semana ficou marcada pelo anúncio da descoberta de duas vulnerabilidades na linguagem de programação PHP, uma das mais utilizadas em sites da Internet e que engloba não só sites governamentais como também de sistemas de gestão de conteúdos como o WordPress ou o Joomla.
O alerta foi dado pela equipa responsável por manter esta linguagem de programação, que lançou também uma atualização de emergência criada para corrigir estas duas vulnerabilidades.
A PHP Foundation, a entidade responsável por manter esta linguagem de programação, já se pronunciou oficialmente sobre a descoberta das duas vulnerabilidades. A organização explica que as vulnerabilidades são críticas por se encontrarem em partes do código PHP acedidas em praticamente todos os pedidos.
O caso torna-se ainda mais grave tendo em conta o elevado número de sites que recorrem a linguagem PHP. Estima-se que 70% dos sites na Internet recorram a código PHP, o que significa que (muito provavelmente) todos os internautas têm por hábito usar um site afetado por estas vulnerabilidades.
"A sua posição central no PHP é o que torna ambas as vulnerabilidades graves e, ao mesmo tempo, difíceis de corrigir sem comprometer a compatibilidade, prejudicar o desempenho ou exigir alterações num vasto ecossistema de extensões de terceiros”, pode ler-se no comunicado da PHP Foundation.
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