Coimbra quer alargar âmbito de ação de agência de investimento

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                    Coimbra quer alargar âmbito de ação de agência de investimento
Coimbra quer alargar âmbito de ação de agência de investimento (Foto: Reprodução)

A presidente da Câmara de Coimbra defendeu hoje que a recém-criada agência de investimento Go Coimbra deve alargar o seu âmbito de ação a toda a região e lançou o repto à Comunidade Intermunicipal (CIM).

 

No início do conselho intermunicipal da Região de Coimbra, Ana Abrunhosa assumiu a vontade de que a estrutura da agência de investimento "possa ser alargada à região metropolitana".

Recentemente, a Assembleia Municipal de Coimbra aprovou a alteração de estatutos do iParque e a adoção da denominação de Go Coimbra, agência de investimento e inovação, que terá como papel a atração e acompanhamento de investimento no concelho, entre outras atividades.

Hoje, no conselho intermunicipal, Ana Abrunhosa salientou que "a escala é fundamental" e considerou que, caso haja essa evolução, a própria administração e gestão da agência deverá refletir essa realidade, com a possibilidade de a CIM apontar um elemento no conselho de administração.

"Os estatutos podem ser adaptados, mediante as vossas sugestões e necessidades", disse, salientando que Coimbra também ganhará com essa forma de trabalho, à escala regional.

A presidente da CIM da Região de Coimbra, Helena Teodósio, considerou que deverá ser agendada uma reunião para esclarecer dúvidas sobre a transformação dessa agência para um âmbito intermunicipal, notando que ainda "há muita área para desbravar e esclarecer".

O presidente da Câmara de Miranda do Corvo, José Miguel Ferreira, considerou que será necessário esclarecer o modelo de governança da agência, assim como identificar aquilo que cada concelho terá para oferecer, mas disse estar "de acordo, na génese," com a proposta.

"A Go Coimbra tem de trazer uma escala que nós não temos, mas também não pode ser uma agência para prometer tudo a todos os municípios. Se assim for, vai acabar rápido", alertou o presidente da Câmara de Soure, Rui Fernandes.

A vice-presidente da Câmara da Mealhada, Filomena Pinheiro, considerou que é necessário "olhar para o território como um todo" e identificar as suas vantagens competitivas.

"O modelo de procurar investidores cada um por si, à escala municipal, está esgotado", notou.

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