Dinamarca formaliza compra de mísseis a fabricantes dos EUA e da Noruega

...


                    Dinamarca formaliza compra de mísseis a fabricantes dos EUA e da Noruega
Dinamarca formaliza compra de mísseis a fabricantes dos EUA e da Noruega (Foto: Reprodução)

A Dinamarca formalizou hoje a compra de mísseis de longo alcance a fabricantes da Noruega e dos Estados Unidos, um ano depois de ter anunciado a intenção de adquirir armamento de precisão de longo alcance face à ameaça russa.

 

"Adquirimos dois sistemas de mísseis diferentes: mísseis de ataque da empresa norueguesa Kongsberg, que podem ser lançados a partir dos nossos caças F-35, e mísseis Anthem, da empresa norte-americana Covenant, que podem ser lançados a partir de terra", pormenorizou o ministro da Defesa dinamarquês, Jeppe Bruus, durante uma conferência de imprensa, sem especificar o número de mísseis adquiridos nem o montante envolvido.

A data de entrega dos mísseis também não foi divulgada.

Em setembro de 2025, o Governo dinamarquês justificou a aquisição deste tipo de armamento, salientando na altura que a ameaça russa continuará a pairar sobre a Europa durante muito tempo.

"Encontramo-nos numa situação de segurança política em que ninguém pode prever o que acontecerá amanhã", sublinhou hoje Bruus.

Esta situação obriga a Dinamarca a dispor desta nova valência militar, de forma a reforçar a sua própria capacidade de dissuasão, bem como a capacidade de dissuasão coletiva da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), acrescentou o ministro.

O anúncio foi feito no mesmo dia em que foi assinado um acordo com os Estados Unidos (EUA) destinado a reforçar a cooperação marítima entre os dois países, nomeadamente no domínio da construção naval.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Dinamarca diz a Trump que não tem direito preferencial na Gronelândia

O governo dinamarquês rejeitou os direitos preferenciais de Trump sobre a exploração de matérias-primas na Gronelândia, após o presidente dos EUA anunciar operações "massivas" de petróleo, gás e minerais na ilha.

Lusa | 21:21 - 14/10/2026