Endividamento da economia dispara para 892,8 mil milhões em agosto

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                    Endividamento da economia dispara para 892,8 mil milhões em agosto
Endividamento da economia dispara para 892,8 mil milhões em agosto (Foto: Reprodução)

Em agosto de 2026, o endividamento do setor não financeiro (administrações públicas, empresas e particulares) totalizava 892,8 mil milhões de euros, mais 3,6 mil milhões de euros do que no mês anterior, divulgou o Banco de Portugal, esta sexta-feira. 

 

O endividamento do setor público (administrações públicas e empresas públicas) subiu 2,6 mil milhões de euros, para 388,7 mil milhões de euros, e o do setor privado (empresas privadas e particulares) aumentou 1,0 mil milhões de euros, para 504,1 mil milhões de euros.

O crescimento do endividamento do setor público refletiu, sobretudo, o incremento de depósitos de entidades das administrações públicas junto do Tesouro (+2,4 mil milhões de euros) e das aplicações dos particulares em certificados de aforro e do Tesouro (+0,7 mil milhões de euros). Os empréstimos aumentaram 0,5 mil milhões de euros, principalmente devido ao recebimento de uma nova tranche no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Pelo contrário, o endividamento através de títulos de dívida diminuiu 1,3 mil milhões de euros.

Esta evolução refletiu a redução dos títulos detidos por não residentes (-1,9 mil milhões de euros), sobretudo de curto prazo (-1,5 mil milhões de euros), parcialmente compensada pelo aumento dos títulos detidos por residentes (+0,6 mil milhões de euros).

No setor privado, o endividamento dos particulares subiu 1,3 mil milhões de euros, principalmente perante o setor financeiro (+1,4 mil milhões de euros). O crédito à habitação contribuiu com 1,0 mil milhões de euros para esse aumento, e os empréstimos para consumo e outros fins com 0,3 mil milhões de euros.

O endividamento das empresas privadas diminuiu 0,3 mil milhões de euros, refletindo a redução do financiamento perante o setor financeiro residente (-0,9 mil milhões de euros), parcialmente compensada pelo aumento do endividamento junto do resto do mundo (+0,6 mil milhões de euros). Por instrumento financeiro, os empréstimos decresceram 0,2 mil milhões de euros, e os títulos de dívida 0,1 mil milhões de euros.

Em agosto de 2026, o endividamento dos particulares subiu, em termos anuais, 9,7%.

O endividamento das empresas privadas cresceu 4,4%, menos 0,1 pontos percentuais do que em julho.

[Notícia atualizada às 11h19]

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