EUA deportaram quase um milhão de pessoas no 2.º mandato de Trump

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                    EUA deportaram quase um milhão de pessoas no 2.º mandato de Trump
EUA deportaram quase um milhão de pessoas no 2.º mandato de Trump (Foto: Reprodução)

O governo norte-americano deportou quase 1 milhão de pessoas desde o início do segundo mandato de Donald Trump, de acordo com um relatório do Migration Policy Institute (MPI) hoje divulgado.

 

O documento analisa as consequências da política de "mão dura" contra a imigração e conclui que entre 20 de janeiro de 2025 — dia em que Trump assumiu a presidência — e 31 de julho de 2026, o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e o Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) realizaram, em conjunto, cerca de 980 mil deportações.

De 620 mil deportações em 2025, o ritmo aumentou para 660 mil em 2026, aponta o relatório.

Trump chegou à Casa Branca com a promessa de realizar "a maior operação de deportação" da história do país, estabelecendo o objetivo de um milhão de deportações por ano.

O estudo baseia-se em dados públicos obtidos através de pedidos feitos ao abrigo da Lei de Liberdade de Informação (FOIA) norte-americana, uma vez que o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) não divulga números oficiais desde janeiro de 2025.

Embora as travessias na fronteira com o México estejam em mínimos históricos, 69% das deportações referem-se a pessoas intercetadas na fronteira, indica o estudo: cerca de 340 mil foram devolvidas diretamente pelo CBP, enquanto outras 340 mil foram detidas na fronteira e deportadas pelo ICE após terem passado por processos administrativos dentro do país.

Os restantes 31% — cerca de 300.000 pessoas — foram detidos no país; nomeadamente, segundo o MPI, indivíduos que provavelmente viviam há anos em comunidades norte-americanas.

As detenções no país — que o governo Trump divulgou através de vídeos nas redes sociais e de grandes operações em cidades como Chicago e Minneapolis — passaram de 28% das deportações em 2025 para 34% no primeiro semestre de 2026, atingindo os 39% em julho. A média mensal subiu de 8.000, nos primeiros três meses do mandato, para 19.000 entre maio e julho de 2026.

Excluindo as devoluções na fronteira realizadas pela CBP, 61% das pessoas deportadas pelo ICE (390.000) estavam no país há pelo menos dois anos, e 15% (90.000) estavam há dez anos ou mais, detalha o estudo.

Quanto aos antecedentes criminais, o relatório aponta que 71% dos deportados com pelo menos dois anos de residência (280.000) nunca tinham sido condenados por um crime. Entre os que viviam no país há uma década ou mais, 61% (57.000) também não possuíam condenações.

Isto contradiz a narrativa do governo, que tem insistido que a prioridade é deportar indivíduos com antecedentes criminais — classificados pelo governo como "os piores dos piores".

No total, segundo o MPI, apenas 20% (190.000) das 980.000 deportações envolveram pessoas condenadas por algum crime.

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