Festival de Músicas Antigas reúne em Idanha-a-Nova músicos de seis países

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                    Festival de Músicas Antigas reúne em Idanha-a-Nova músicos de seis países
Festival de Músicas Antigas reúne em Idanha-a-Nova músicos de seis países (Foto: Reprodução)

A 15.ª edição do Festival Fora do Lugar leva a Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, 25 propostas de música, património, paisagem e comunidade, entre os dias 20 de novembro e 05 de dezembro.

 

Ao longo de 15 edições, este Festival Internacional de Músicas Antigas tem procurado construir uma experiência assente numa relação íntima entre música e território.

Este ano, o festival reúne 25 propostas e artistas oriundos da Argentina, Ucrânia, México, Portugal, Espanha e Turquia, espalhando-se pelo território de Idanha-a-Nova entre concertos, conversas caminhadas, encontros, cinema, gastronomia, natureza, exposições, instalação sonora, programa educativo e lugares secretos.

"Não trazemos o mundo a Idanha. Seria uma ideia estranha. O mundo já cá está. Esteve sempre. Durante estes dias, o centro será aqui", referiu o diretor artístico do Fora do Lugar, Filipe Faria.

A edição abre em 20 de novembro, na Catedral de Idanha-a-Velha, com Tangomanso & Otras Yerbas e Volver, um espetáculo que cruza música, canto, poesia e dança, e parte do tango para percorrer a milonga, a valsa, a zamba e a chacarera, aproximando-se ainda do fado.

O projeto reúne artistas da Argentina, Ucrânia, Portugal e México.

No dia seguinte, Zuca-Truca propõe uma viagem por dois milénios de música popular minhota e por instrumentos, sons e objetos guardados na memória coletiva, como a concertina, bombo, sarronca, sanfona, pedras ou o chamado "jazz do penico".

Em 27 de novembro, a Noite Cheia regressa ao Centro Cultural Raiano, em Idanha-a-Nova, onde se vão cruzar uma exposição de pintura e escultura de Francisco Corrêa, Museu dos Sons Perdidos 6, instalação sonora de Filipe Faria, Galandum 30 anhos, concerto de Galandum Galundaina e uma extensão do Doclisboa.

Galandum Galundaina celebra três décadas de investigação, preservação e transmissão da música e da cultura das Terras de Miranda, num universo onde vozes, sanfona, gaita-de-foles mirandesa, rabel, flautas, tambores, saltério e percussões tornam inseparáveis memória e presente.

No dia seguinte, o festival desloca-se novamente pelo concelho.

Os argentinos Aixa Figini & Franco Dall'Amore apresentam na capela de S. Pedro de Vir-a-Corça uma viagem intimista pelas músicas populares da América Latina.

Em Zebreira, o projeto espanhol Serendipia leva ao antigo Lagar Bajo la piel, com chaconas, folias, passamezzos, passacalles e fandangos e o poder hipnótico dos ostinatos renascentistas e barrocos.

No dia 04 de dezembro, na pequena Ermida de Senhora da Azenha, o Orçun Atilla & Jordi Torrents, da Turquia e Espanha, apresenta Ecos da Anatólia.

O Fora do Lugar continua também a recusar a ideia de que um festival acontece apenas diante de um palco.

As Conversas Caminhadas percorrem a Aldeia de Santa Margarida, Alcafozes e Salvaterra do Extremo ao lado dos próprios músicos, transformando a caminhada numa forma de escuta, conversa e descoberta do território.

Estão previstos encontros entre artistas e a Universidade Sénior de Idanha-a-Nova, uma 9.ª Caminhada de Observação de Aves — SPEA Fora do Lugar, em local secreto, e o Jantar Pobre, que recupera memórias e receitas da gastronomia regional e cuja ementa e localização permanecem secretas até ao momento da experiência.

Nas escolas, regressam também os Interruptores do Programa Educativo, pequenas intervenções concebidas para abrir portas à escuta, à curiosidade e ao encontro com a música.

No dia 05 de dezembro há ainda um Concerto Secreto, cujo lugar será revelado apenas 24 horas antes da sua realização.

No mesmo dia, o festival regressa à Catedral de Idanha-a-Velha para o encerramento com o ensemble espanhol Concerto 1700.

O Fora do Lugar é um projeto original da Arte das Musas, realizado em parceria com o município de Idanha-a-Nova e com o apoio da Direção-Geral das Artes.

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