Há 16 mortos (e derrocadas) após sismo no Tibete. As fotos das operações
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Pelo menos 16 pessoas morreram esta quinta-feira, dia 22 de outubro, na sequência de um sismo de magnitude 7,0 que atingiu o Tibete. Há ainda registo de mais de 50 feridos e também de mais de 300 casas que ruíram, de acordo com o mais recente balanço. A China intensificou hoje as operações de resgate.
O sismo provocou ainda derrocadas em vários troços da estrada nacional G317, que foram desobstruídos durante a madrugada.
De recordar que o abalo ocorreu às 22h33 (15h33 em Lisboa), com epicentro no distrito de Baqing, pertencente à cidade de Nagqu, a uma profundidade de dez quilómetros, segundo o Centro de Redes Sismológicas da China.
A zona afetada situa-se no planalto tibetano, a cerca de 4.800 metros de altitude, numa região de elevada atividade sísmica, onde as baixas temperaturas dificultam as operações de resgate.
O Ministério da Gestão de Emergências elevou do nível IV para o nível III a resposta nacional à catástrofe, numa escala de quatro níveis em que o nível I representa a gravidade máxima, e enviou para a região uma equipa liderada pelo diretor da Administração Sismológica da China, Wang Kun.
O presidente chinês, Xi Jinping, ordenou que os esforços se concentrassem na procura de sobreviventes e na assistência aos feridos, além de garantir alojamento às populações afetadas e reparar as infraestruturas danificadas, segundo a Xinhua.
Xi alertou para as dificuldades colocadas pela elevada altitude da região, pelas baixas temperaturas e pela possibilidade de réplicas, enquanto o primeiro-ministro, Li Qiang, apelou ao reforço da vigilância sísmica e à prevenção de desastres secundários.
As autoridades mobilizaram centenas de elementos das equipas de resgate e profissionais de saúde para as localidades afetadas, enquanto mais de 1.600 pessoas participavam nas operações de emergência no distrito de Baqing, segundo a imprensa local.
Foram também enviadas tendas, cobertores e outros bens de primeira necessidade para apoiar as populações afetadas.
Veja as imagens das operações de resgate na galeria acima.