Hegseth acusa institutos chineses em universidades de serem ameaça
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O secretário da Defesa dos Estados Unidos (EUA), Pete Hegseth, classificou as "organizações adormecidas" dos Institutos Confúcio chineses, presentes em universidades do país, como "ameaças à segurança nacional".
Os Institutos Confúcio têm como objetivo promover a cultura chinesa através do ensino da língua e da organização de eventos culturais no estrangeiro.
Muitos estabeleceram parcerias com universidades onde estão diretamente instalados, tendo as autoridades chinesas fornecido professores, material pedagógico e um financiamento generoso.
"O Congresso [parlamento dos EUA] tinha proibido estes Institutos Confúcio há alguns anos, mas eles regressaram sob uma nova forma", declarou Pete Hegseth, num vídeo publicado na rede social X, na sexta-feira.
"Acontece que surgiram 80 novas células de propaganda em 30 universidades, sob nomes e estatutos diferentes, mas com a mesma missão: roubar propriedade intelectual e infiltrar-se na mente dos estudantes norte-americanos", acrescentou Hegseth.
O Departamento da Defesa "desmantelou sistematicamente cada uma destas organizações nos últimos dois meses", afirmou também o secretário.
Alguns Institutos Confúcio já foram suspeitos de realizar propaganda a favor do governo comunista chinês em universidades estrangeiras, uma acusação que Pequim refutou.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, por sua vez, celebrou por diversas vezes a "muito boa relação" com o líder chinês, Xi Jinping.
Durante uma cimeira em Washington, em setembro, os dois líderes abordaram temas que iam desde a inteligência artificial e o comércio até à guerra no Irão, e onfirmaram que se vão voltar a reunir este ano.
O Instituto Confúcio, sob a tutela de uma agência governamental chinesa, estabelece delegações diretamente em escolas e 'campus' universitários no estrangeiro para promover o ensino do mandarim e a cultura chinesa.
Em Portugal, o instituto garante cursos livres de mandarim em cinco universidades portuguesas: Porto, Aveiro, Coimbra, Lisboa e Minho.
O Instituto Confúcio tem também delegações em várias universidades do Brasil, Angola, Moçambique, nas Universidades de São Tomé e Príncipe e de Cabo Verde.
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