Kenmare prevê exportar 4.000 toneladas de monazita em Moçambique

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                    Kenmare prevê exportar 4.000 toneladas de monazita em Moçambique
Kenmare prevê exportar 4.000 toneladas de monazita em Moçambique (Foto: Reprodução)

A mineradora Kenmare prevê produzir e exportar pelo menos 4.000 toneladas anuais do minério estratégico de monazita de Moçambique, disse a empresa, que pretende iniciar, junto do Governo moçambicano, o processo de licencismento da exploração.

 

A informação foi avançada pelo gerente da mineradora Kenmare Resources em Moçambique, Gareth Clifton, durante a Conferência sobre Adição de Valor com Base em Minerais e Recursos Energéticos Disponíveis, que decorre desde segunda-feira en Nacala, norte de Moçambique, tendo adiantado que a mineradora avança para explorar este minério considerado relevante fonte de elementos usados em ímanes permanentes e tecnologias avançadas.

Segundo o responsável, o pré-estudo de viabilidade foi concluído há duas semanas sobre a possibilidade de extrair este minério em Moçambique.

"Os resultados iniciais indicam que o projeto é viável, por isso demos início a um estudo de viabilidade definitivo. Embora existam questões económicas e metodológicas a serem resolvidas, acredito que o principal desafio será a logística", disse o responsável, referindo-se às dificuldades para transportar minérios de Nampula para o porto de Nacala, devido às estradas degradadas e períodos longos de chuvas.

Na sua explicação, adiantou que este produto é classificado como material radioativo, estando sujeita a restrições e controlo específicos, afirmando, agora, que a empresa ainda não tem material apropriado para o transporte seguro, mas que teria de ser transportado via terrestre até o porto de Nacala e daquele ponto, seguir em porta contentores.

"Contudo, a viabilidade económica — especialmente diante das dificuldades de acesso rodoviário durante a estação chuvosa — representa o maior obstáculo para a implementação do projeto, pois ficaríamos, de certa forma, reféns das condições climáticas", explicou.

"Precisámos garantir um fluxo constante de transporte até Nacala, não podemos nos dar ao luxo de ficar três ou quatro meses por ano sem conseguir transportar os contentores. Como as chuvas impedem o tráfego nas estradas, esse acaba sendo o maior entrave de todos", acrescentou.

Relativamente ao licenciamento, disse que são conhecidas as exigências para explorar e transportar este tipo de recurso, esperando que avançar com o processo de licenciamento junto do Governo, que espera que seja flexível.

A mina de Moma, na província de Nampula, é explorada pela Kenmare desde 2007 e representa cerca de 6% da oferta mundial de matérias-primas de titânio. A produção é destinada à indústria internacional de tintas, plásticos e revestimentos cerâmicos.

A Kenmare anunciou este mês que a produção de ilmenite na mina de Moma aumentou 12% no terceiro trimestre, para 233.600 toneladas, e 59% face ao trimestre anterior, mas reviu em baixa a previsão anual para 710.000 a 750.000 toneladas devido a atrasos na entrada em funcionamento da unidade WCP A.

Na mesma atualização operacional, a empresa confirmou que continuam as conversações com a International Resources Holding (IRH), dos Emirados Árabes Unidos, sobre uma eventual aquisição da mineradora, reiterando igualmente que a renovação do Acordo de Implementação com o Estado moçambicano permanece uma "prioridade fundamental".

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