Pensionistas manifestam-se em Madrid em defesa das pensões públicas
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Dezenas de organizações de toda a Espanha convocaram uma manifestação para hoje em Madrid "em defesa das pensões públicas", um dos temas que têm estado nos debates da pré-campanha para as eleições legislativas espanholas de 29 de novembro.
A manifestação pelas pensões junta-se a outros protestos, pela habitação e dos professores, que diariamente têm estado nas ruas de Madrid nas últimas semanas e que também têm marcado a pré-campanha das legislativas.
Segundo a plataforma Coordenadora Estatal pela Defesa do Sistema Público de Pensões (COESPE), que convocou a manifestação de hoje, o protesto recebeu "uma avalanche de adesões" de organizações sociais, sindicais, políticas, culturais e internacionais.
A previsão da plataforma, segundo um comunicado, é que o protesto seja uma das grandes "mobilizações sociais dos últimos anos em defesa dos direitos sociais", não apenas das "pensões públicas", mas também "da habitação e da justiça social".
"A luta pelas pensões e os direitos públicos de hoje é a garantia dos direitos de amanhã", sublinhou a COESPE.
As pensões entraram no debate político das eleições de 29 de novembro por causa de declarações de dirigentes do Partido Popular (PP, direita) e do Vox (extrema-direita) sobre a viabilidade e sustentabilidade do sistema espanhol, sugerindo mudanças.
"O sistema como está neste momento vai colapsar", disse a líder parlamentar do PP, Ester Muñoz, numa entrevista na semana passada em que lançou este debate.
Muñoz acrescentou que é necessário "coragem no momento de tomar decisões" e antecipou que "é preciso mudar o modelo".
O líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, tem garantido nos últimos dias que as pensões continuarão a ser atualizadas conforme a inflação se o partido chegar ao Governo e prometeu "um sistema de pensões viável para os jovens".
Dirigentes do Vox, por seu turno, têm falado na possibilidade de um sistema público/privado.
Os partidos de esquerda estão a aproveitar estas declarações para denunciar a possibilidade de cortes, congelamentos ou privatização das pensões.
Neste contexto, a COESPE fez um apelo à participação na manifestação de hoje no centro de Madrid e que seja "uma demonstração massiva de apoio às pensões públicas, aos serviços públicos, aos direitos sociais e à solidariedade entre gerações".
"Governe quem governe, os direitos e as pensões públicas defendem-se", destacou a plataforma, que considera haver "contínuas e intoleráveis tentativas de privatização total ou parcial" do sistema atual.
"As pensões públicas não são um custo nem uma carga, são salários diferidos e um pilar fundamental da coesão social que o Estado tem a obrigação constitucional de garantir", frisou a plataforma.
Entre as reivindicações da convocatória do protesto de hoje está a subida das pensões mínimas para o valor do salário mínimo em Espanha (1.221 euros mensais) e que se mantenha a atualização atual conforme a inflação de todas as pensões.
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