Polícia italiana faz centena de buscas a casas de suspeitos de tumultos

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                    Polícia italiana faz centena de buscas a casas de suspeitos de tumultos
Polícia italiana faz centena de buscas a casas de suspeitos de tumultos (Foto: Reprodução)

A polícia italiana realizou hoje operações de buscas nas residências de cerca de uma centena de pessoas, metade das quais menores, identificadas como tendo estado envolvidas nos distúrbios ocorridos no passado fim de semana em Milão.

 

A operação foi levada a cabo por agentes da divisão de operações especiais (Digos) em 18 cidades italianas – Arezzo, Bari, Bergamo, Bolonha, Bolzano, Como, Florença, Génova, Lodi, Nápoles, Pescara, Pádua, Cremona, Verbania, Aosta, Monza, Varese e Verona –, na sequência dos tumultos verificados a 17 e 18 de outubro e na véspera de um novo fim de semana durante o qual se temem mais distúrbios.

Também em Bari, no sul do país, as autoridades policiais levaram a cabo uma grande operação para impedir um plano de saques semelhantes na região de Apúlia, tendo a direção distrital antimáfia indicado que visou "um grande grupo de jovens e crianças" suspeitos de incitamento à prática de crimes com o objetivo de destruição e pilhagem para fins terroristas, bem como de posse de armas, munições e explosivos.

No passado fim de semana, um pouco à semelhança do sucedido em Paris, à margem de manifestações contra o elevado custo de vida e o desinvestimento na educação, grupos de jovens, na sua maioria menores e encapuzados, provocaram o caos e a destruição no centro de Milão, a capital financeira do país, assim como de Turim e Bolonha, também no norte de Itália.

De acordo com as associações de comerciantes, a onda de saques e destruição provocou cerca de mil milhões de euros de prejuízos, tendo os confrontos resultado ainda em 14 agentes policiais feridos.

Mais de 270 pessoas foram detidas, 80% das quais menores de idade, tendo a pessoa mais jovem identificada pela polícia apenas 11 anos.

Na sequência da onda de violência, o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni destacou 500 militares para Milão, para apoiar as forças da ordem na cidade, devido aos receios de mais protestos e violência, estando previsto que aí permaneçam até final do ano.

Reunido de emergência no início da semana, o executivo de direita e extrema-direita também aprovou um novo decreto de segurança, que alarga aos menores o poder das autoridades para a detenção preventiva de agitadores conhecidos ou suspeitos antes de manifestações problemáticas, e que cria um novo crime de participação violenta numa manifestação, com multas até 20.000 euros e penas de prisão até cinco anos.

Mesmo com o reforço da segurança, muitos lojistas já indicaram que tencionam manter encerrados os seus estabelecimentos durante o fim de semana, apesar dos prejuízos que tal acarreta.

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