Poluição do ar diminuiu nos últimos 20 anos no sul da China

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                    Poluição do ar diminuiu nos últimos 20 anos no sul da China
Poluição do ar diminuiu nos últimos 20 anos no sul da China (Foto: Reprodução)

Os níveis de poluentes atmosféricos no Delta do Rio das Pérolas, no sul da China, incluindo Hong Kong e Macau, caíram entre 23% e 86% nos últimos 20 anos, segundo um relatório hoje publicado sobre a região.

 

A Rede de Monitorização da Qualidade do Ar desta zona chinesa mostra que, em 2025, os níveis de todos os tipos de poluentes atmosféricos – dióxido de enxofre, dióxido de azoto, monóxido de carbono, partículas inaláveis e partículas finas – "apresentaram todos eles uma tendência decrescente contínua".

De entre esses valores, destacam-se os referentes às concentrações de partículas finas, que baixaram para "um nível que figura entre os melhores do país".

"Isto mostra que as medidas de redução de emissões implementadas por Guangdong, Hong Kong e Macau nos últimos anos foram eficazes para melhorar a qualidade do ar na Região do Delta do Rio das Pérolas", afirmou a Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) de Macau na comunicação.

A DSPA acrescentou que, ao longo dos anos, os Governos de Guangdong, Hong Kong e Macau têm vindo a lançar várias políticas e medidas no sentido de melhorar a qualidade do ar na região.

Em Macau, foram lançadas medidas para melhorar a qualidade do ar, tais como a eliminação de veículos altamente poluidores, a promoção de veículos eléctricos e o controlo da emissão de gases de escape dos veículos.

Em 2025, o Governo procedeu à restrição dos valores-limite de alguns parâmetros para a gasolina sem chumbo.

Na quinta-feira, o Conselho Executivo anunciou restrições ainda maiores aos valores-limite de emissão para os motociclos e ciclomotores e para os automóveis a gasóleo em circulação, que irão entrar em vigor a 01 de janeiro de 2028.

A DSPA afirmou que está a explorar o potencial de aplicação de recursos fotovoltaicos em espaços públicos e a optimizar a proporção de energia eléctrica limpa na estrutura energética, para "controlar a emissão de poluentes atmosféricos locais e melhorar a qualidade do ar".

Em Hong Kong, em maio de 2025, o Governo voltou a restringir os limites permitidos de emissões de poluentes atmosféricos do sector de energia eléctrica, numa medida que irá entrar em vigor a partir de 2030.

Em comparação com 2010, os limites máximos de emissões de dióxido de enxofre, óxidos de azoto e partículas inaláveis provenientes das centrais eléctricas foram reduzidos em 91%, 80% e 75%, respectivamente.

Para além disso, o Governo de Hong Kong planeia eliminar progressivamente cerca de 40 mil veículos comerciais a gasóleo mais antigos até ao final de 2027.

"Até finais de agosto de 2026, mais de 33.700 veículos visados tinham sido abatidos", segundo o relatório.

Hong Kong também planeia suspender os novos registos de veículos particulares movidos a combustíveis fósseis e híbridos até 2035, colocar em circulação, até ao final de 2027, cerca de 700 autocarros eléctricos e cerca de três mil táxis eléctricos, para alcançar zero emissões de gases poluentes até 2050.

No que respeita às embarcações, em 2019, Hong Kong, em colaboração com as cidades da Grande Baía, "estabeleceu, nas áreas marítimas do Delta do Rio das Pérolas", uma zona de controlo de emissões de poluentes atmosféricos provenientes de embarcações, "estipulando que todas as embarcações" que naveguem ou fundeiem nas áreas marítimas de Hong Kong "têm de utilizar combustíveis que cumpram as normas".

Após a implementação da medida, a estação junto ao Terminal Marítimo de Contentores de Kwai Chung registou, "em 2025, uma redução de 50% das concentrações anuais de dióxido de enxofre em comparação com as de 2018, o que demonstra que a medida de controlo foi eficaz".

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