Presidente de Timor-Leste condecora equipa que negociou fronteira
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O Presidente de timorense, José Ramos-Horta, condecorou hoje com o Colar da Ordem e a Medalha de Mérito os membros da primeira equipa que negociou as fronteiras terrestres entre Timor-Leste e a Indonésia.
"Os membros da primeira equipa de fronteiras serviram a nossa nação com dedicação discreta e perseverança", afirmou José Ramos-Horta, citado num comunicado enviado à imprensa.
"Através do seu trabalho, Timor-Leste e a Indonésia construíram uma fronteira definida não pela divisão, mas pela amizade, pelo respeito mútuo e por um compromisso partilhado com a paz", acrescentou o chefe de Estado.
As condecorações foram atribuídas no âmbito das palestras presidenciais, cuja sessão de hoje foi dedicada ao tema "A Fronteira Terrestre entre Timor-Leste e a Indonésia: Do século XIX ao século XXI".
A demarcação da fronteira terrestre entre Timor-Leste e a Indonésia começou em 2000, ainda sob a Administração Transitória das Nações Unidas, com base no tratado feito entre Portugal e os Países Baixos.
A ONU previa que os trabalhos estivessem concluídos em 2002, mas foram prolongados até 2005, com um acordo provisório que abrangeu 97% da fronteira.
Timor-Leste e a Indonésia prosseguem as negociações do que falta definir da fronteira terrestre, com especial atenção à área de Citrana-Naktuka, no enclave de Oecusse.
Em agosto de 2025, os dois países deram também início à delimitação das fronteiras marítimas.
Com a Indonésia estão em discussão quatro segmentos marítimos, nomeadamente no sul, no Mar de Timor, nas partes oeste e leste, e no norte, junto ao enclave de Oecusse, que apresenta questões específicas por estar totalmente rodeado pelo território da Indonésia.
As negociações incluem também dois troços marítimos na zona norte de Timor-Leste, nomeadamente nas águas entre Batugade e a ilha de Ataúro, bem como através do Estreito de Wetar até à ilha de Jaco.
A próxima ronda de negociações vai decorrer em dezembro em Singapura.
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