Presidente do IHRU "retratou-se". Justificações "foram suficientes"
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O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, voltou a reforçar, esta sexta-feira, que o Governo não se revê nas afirmações do presidente do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), Benjamim Pereira.
"Não nos revemos nas declarações [...] Queremos reter talento, queremos reter jovens e temos a noção clara do esforço coletivo que toda uma geração está a fazer para aceder à habitação. É um drama social nacional", começou por afirmar o governante em declarações aos jornalistas.
Pinto Luz lembrou que, na sequência das polémicas declarações, o governo pediu explicações a Benjamin Pereira e considerou que a contextualização e justificações dadas pelo presidente do IHRU "foram necessárias e suficientes".
Desta forma, considerou, "estão reunidas condições para que o instituto prossiga com o seu trabalho".
"Entendo que retratou-se. Mais importante que isso: pediu desculpa aos jovens. E insisto, foram infelizes [as declarações], e [a justificação] não diminui a gravidade do que disse, mas a resposta foi suficiente", atirou.
A polémica
Numa sessão sobre a proposta do Plano Diretor Municipal de Gaia, na quinta-feira, Benjamim Pereira disse não saber se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício da anterior, recordando que os próprios avós e o pai emigraram para ter uma casa.
"Só estou a dizer que os meus avós emigraram para o Brasil e para a Argentina para poderem ter uma casa. O meu pai emigrou durante 20 anos, sacrificou a vida", afirmou o responsável do IHRU.
O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, considerou infelizes as declarações do presidente do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) sobre os jovens e o problema da habitação e disse já ter pedido explicações.
"Sou de uma geração que gosto pouco que me venham dizer no meu tempo é que era", afirmou Pinto Luz, acrescentado: "Não me revejo nessas declarações.
"Embora sem qualquer intenção, aceito não ter sido feliz em todas as expressões que utilizei, mas acredito no que estou a fazer, acredito no caminho delineado pela tutela e dou todos os dias o meu melhor, colocando ao serviço dos portugueses a minha experiência profissional e política adquirida ao longo de anos de trabalho e de serviço público", pode ler-se na nota enviada às redações.