Sete detidos por participar em manifestação da oposição em Caracas

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                    Sete detidos por participar em manifestação da oposição em Caracas
Sete detidos por participar em manifestação da oposição em Caracas (Foto: Reprodução)

O Comité de Direitos Humanos do partido Vente Venezuela (VV), da líder da oposição, María Corina Machado, denunciou a detenção de sete pessoas que participaram na manifestação da oposição realizada na quinta-feira, em Caracas.

 

"Urgente: O regime da [Presidente interina] Delcy Rodríguez, através da Polícia Nacional Bolivariana (PNB), sequestrou sete pessoas que estavam encarregadas dos camiões de som utilizados na mobilização cívica na Plaza Venezuela", denunciou o VV.

Num comunicado divulgado na rede social X, o VV sublinhou desconhecer o paradeiro de Rony Suárez, Yanail Castro, Daniel Colmenares, Andruws Pineda, "Alirito" Ramón Brizuela, Ronaike Suárez e de uma sétima pessoa cuja identidade ainda está por confirmar.

"Alertamos a comunidade internacional para este ataque contra venezuelanos que prestaram os seus serviços para a manifestação pacífica deste 22 de outubro", destaca a nota.

O VV chamou a atenção para o facto de as detenções ocorrerem "enquanto Delcy Rodríguez se reúne com Dinorah Figuera, responsável pela comissão negociadora da Assembleia de 2015, e um dia após os acordos sobre garantias democráticas no país".

"Libertem-nos já!", exige a organização política.

Segundo o VV, as autoridades venezuelanas confiscaram os três camiões com aparelhos de som que foram utilizados durante a concentração, "um deles quando o motorista chegava a Antímano", a oeste da capital venezuelana.

Centenas de venezuelanos saíram à rua em várias cidades da Venezuela para exigir a libertação dos presos políticos e a marcação de eleições presenciais.

Em Caracas, a oposição tinha convocado a concentração para a Torre Polar de Plaza Venezuela, mas uma contramarcha promovida pelo ministro do Interior e Justiça, Diosdado Cabello, no âmbito do "mês rosa" de prevenção do cancro da mama, obrigou a oposição a concentrar-se na Praça do Reitorado da Universidade Central da Venezuela e a marchar até à ponte que liga a instituição à Plaza Venezuela.

A alteração do local teve como objetivo evitar confrontos ou incidentes com os participantes da outra mobilização, explicaram manifestantes à Lusa.

No local, concentraram-se exibindo cartazes com mensagens como "Deixem entrar a María Corina", "Ela é a líder da Venezuela", "Líder legítima", "Caracas, pulso social", "Vamos contigo" e "Liberdade para todos os presos políticos".

Dados do Foro Penal indicam que, a 5 de outubro, havia 322 pessoas presas por motivos políticos na Venezuela, das quais 182 são civis e 140 militares. Do total de detidos, 31 são estrangeiros, 308 são homens e 14 são mulheres.

Desde 2014, o Foro Penal documentou 19.253 detenções por razões políticas no país.