Ucrânia afirma que restrições continuam no sistema Starshield
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A Ucrânia afirmou hoje que as restrições ainda afetam o sistema de comunicação militar por satélite Starshield, apesar do anúncio do Presidente norte-americano, Donald Trump, de que a empresa tinha restabelecido o acesso às forças ucranianas.
O sistema Starshield da companhia norte-americana Starlink é propriedade de Elon Musk, magnata que integrou a administração Trump, no início deste segundo mandato na Casa Branca.
"Ainda hoje de manhã continuam a ser notados casos de perda de sinal. Para já, não há confirmação de que as restrições tenham sido levantadas", garantiu uma fonte do Ministério da Defesa da Ucrânia aos jornalistas, em Kiev.
Há vários dias que a Ucrânia afirma que o sistema de comunicação Starshield — a versão militar da rede Starlink — tem sofrido restrições, que fazem com que o sinal entre um satélite e uma antena seja interrompido quando esta se desloca a uma velocidade superior a cerca de 160 quilómetros por hora, o que complica, em particular, as missões de drones e certos ataques de médio alcance.
Na quinta-feira, Donald Trump afirmou que Elon Musk tinha reativado o sistema Starshield, depois da publicação Wall Street Journal ter noticiado que o Presidente norte-americano tinha pedido pessoalmente ao responsável da SpaceX para levantar as restrições.
O jornal norte-americano noticiou que várias autoridades ucranianas e norte-americanas notaram uma melhoria no funcionamento da rede na quinta-feira, sublinhando, no entanto, "não estava totalmente restabelecida".
Elon Musk sugeriu que a decisão cabia à administração norte-americana, sendo que o secretário de Estado, Marco Rubio, e o Pentágono afirmaram que não foi dada qualquer instrução para limitar a rede.
O incidente ocorre numa altura em que se têm agravado as tensões entre Kiev e Washington.
Na terça-feira, o chefe de Estado da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, falou com Marco Rubio sobre o restabelecimento do sistema Starshield e o fornecimento de intercetores de mísseis, depois de ter acusado os Estados Unidos de atrasarem deliberadamente certas ajudas militares essenciais.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Península da Crimeia e lançou uma ofensiva de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022.
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