UE disponibiliza 22,5 milhões ao Iémen devido a recomeço de guerra civil

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                    UE disponibiliza 22,5 milhões ao Iémen devido a recomeço de guerra civil
UE disponibiliza 22,5 milhões ao Iémen devido a recomeço de guerra civil (Foto: Reprodução)

A Comissão Europeia disponibilizou hoje 22,5 milhões de euros em ajuda humanitária ao Iémen perante o recomeço da guerra civil no país, que opõe os rebeldes Huthis, pró-Irão, às forças armadas do Governo iemenita, apoiadas pela Arábia Saudita.

 

Em comunicado, o executivo comunitário refere que estes 22,5 milhões de euros acrescem aos 87,5 milhões que já tinham sido disponibilizados ao Iémen este ano e visam "responder às consequências do recomeço do conflito e às necessidades críticas de milhões de pessoas".

"Apesar de um contexto operacional cada vez mais difícil, continua a ser possível prestar ajuda, e a União Europeia mantém o seu compromisso de prestar assistência humanitária em todo o Iémen, com base nas necessidades e em conformidade com os princípios da humanidade, neutralidade, imparcialidade e independência", indica o executivo.

A Comissão Europeia salienta que a guerra civil no Iémen "provocou deslocações em massa, aumentou o número de vítimas civis e agravou dificuldades de acesso a serviços essenciais e à assistência humanitária".

O executivo comunitário frisa que, apenas nas últimas semanas, "cerca de 230 mil pessoas foram deslocadas" e "milhões de pessoas em todo o país continuam a enfrentar situações de insegurança alimentar aguda, malnutrição e acesso limitado a cuidados de saúde e água potável".

Os 22,5 milhões de euros hoje anunciados vão permitir aos "parceiros humanitários dar resposta às necessidades crescentes" no Iémen, designadamente "reforçar a capacidade operacional, preposicionar abastecimentos essenciais e melhorar a preparação para uma eventual deterioração da situação", refere a Comissão.

Segundo o executivo comunitário, vive-se no Iémen uma das "crises humanitárias mais graves e subfinanciadas" do mundo.

"Depois de mais de uma década de conflito, de colapso económico e da deterioração de serviços essenciais, 22,3 milhões de pessoas no Iémen precisam de assistência e proteção humanitária. Cerca de 5,2 milhões estão deslocadas e mais de 2,2 milhões de crianças sofrem de subnutrição aguda", sublinha a Comissão Europeia.

Os combates entre as forças armadas do Governo do Iémen, apoiadas pela Arábia Saudita, e os Huthis, retomaram em julho, pondo fim a uma trégua de quatro anos.

Os combates no Iémen marcaram uma nova escalada na crise crescente no Médio Oriente, com os Huthis a intensificarem também os ataques contra a Arábia Saudita, visando sobretudo as infraestruturas petrolíferas e aeroportuárias.

Em setembro, os Huthis conquistaram a costa iemenita do mar Vermelho, reforçando o seu controlo sobre o estreito de Bab el-Mandeb, um ponto estratégico para o acesso ao Canal do Suez.

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